Barragem da Pequena Central Hidrelétrica (PCH) de Ervália chegou a ter vazão de água de 65 m³ por segundo, enquanto o considerado normal para a Cemig é de 5m³.

O G1 ouviu os órgãos envolvidos.

PCH Ervália, no município de Guiricema, teve vazão de 65 m³ por segundo Meio Ambiente/Reprodução A Pequena Central Hidrelétrica (PCH) Ervália, localizada no município de Guiricema, na Zona da Mata, chegou a ter o volume de água que chegava no reservatório aumentado em 13 vezes durante a sexta-feira (24).

A informação foi confirmada ao G1 pela Defesa Civil do município e pela Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig).

A situação ocorreu por conta do forte temporal que atingiu a região na sexta-feira, onde foi registrado mais de 110 milímetros de chuva em 24 horas. De acordo com o responsável pela Defesa Civil de Guiricema, Francisco José Ribeiro, volumes de chuvas intensos foram registrados na região próxima a barragem da PCH Ervália. Ainda conforme a Cemig, durante a tarde de sexta-feira, foi aumentado o volume de saída de água das comportas da barragem.

O volume médio que caía no Rio dos Bagres era de 5 m³ por segundo e foi para 65 m³ por segundo às 15h. Outro pico de vazão foi registrado às 23 horas, com 50 m³ por segundo sendo jogados no Rio dos Bagres.

Já neste sábado (25), a Companhia garantiu que a situação voltou a níveis normais com a afluência de 8 m³ por segundo.

A situação contribuiu para o aumento do nível do rio, que corta Guiricema, São Geraldo e Visconde do Rio Branco.

Conforme a Defesa Civil relatou, as águas do Rio dos Bagres ultrapassaram a ponte na parte central de Guiricema, atingindo 15 metros de altura.

O município registrou alagamentos e inundações no Centro e na região de Villas Boas.

Alagamento em ruas de Guiricema (MG) Redes Sociais/Reprodução PCH Ervália De acordo com a Secretaria de Meio Ambiente de Minas Gerais, a Pequena Central Hidrelétrica Ervália (PCH Ervália) está instalada no Rio dos Bagres, entre os municípios de Ervália e Guiricema. Em janeiro de 2016, a concessão para operação da PCH Ervália passou a ser da Cemig, com o aproveitamento de uma queda d'água de 357 metros.

Ainda segundo documento da Secretaria, a estrutura da barragem é de concreto, com altura máxima de 7,5 metros.

Ao G1, a Cemig informou que a usina é à fio d'água, isto é, toda água que entra tem que ter vazão para sair. Em nota, a assessoria da Companhia reforçou que a unidade fica na cabeceira do Rio dos Bagres e, por isso mesmo, não é a única responsável pela cheia do rio, pois as chuvas atingem toda a região.

Em 2019, o G1 mostrou que a barragem estava na lista de fiscalização prioritária da Agência Nacional de Águas por "Dano Potencial Associado" alto em caso de rompimento.